Posted: 03/03/2016 in Uncategorized

victor kumamoto

Imagem

23:59. Fecho meus olhos e penso em como foi o meu dia no meu mundo. O ar gelado entrando pelas minhas narinas, o céu escuro como se o sol estivesse com preguiça de soltar seu intenso brilho. O som das folhas balançando num ritmo que só os ventos conseguem criar… Um dia comum.

Às vezes gosto de ficar pensando em como seria ter a vida de outra pessoa. Parece tão mais divertido – ou mais difícil. Seria bom se a cada vez que eu enjoasse desse cotidiano monótono eu pudesse apertar um botão para mudar tudo. Mudar os sonhos, os objetivos, os desejos, as necessidades…

Cada um é dono e vivem num mundo diferente um dos outros. Uns, como o Pequeno Príncipe, moram num mundo minúsculo e com uma simples flor e são felizes com isso, pois o essencial é invisível aos olhos. Há aqueles que preferem morar num mundo imenso e com tudo que têm direito e mais um pouco. O conforto e o sentimento de poder é o combustível do ego. Se eles estão escassos, o ego é baixo, em compensação, se tem demais, o ego cresce em progressão geométrica. São poucos aqueles que conseguem equilibrar essa matemática diretamente proporcional. O tamanho dos mundos é proporcional ao tamanho do ego do sujeito. Já a quantidade de estrelas que brilham, depende do tamanho do coração. Não é o tamanho dos mundos que chama a atenção dos vizinhos: é o seu brilho. De que adianta ter um mundo enorme se não houver estrelas para iluminá-lo? Ninguém nota, ninguém quer visitar… ninguém se interessa.

Pois é, parece que foi ontem que eu descobri que depois da escola vem a universidade. Parece que foi ontem quando começou a surgir aquela clássica dúvida “o que eu vou fazer?” e que logo depois podia me aliviar pois ainda havia tempo o suficiente para escolher. Quando a maior preocupação era ter vestibular simulado no dia seguinte…

Depois de passar pelo vestibular verdadeiro, agora não sou mais um simples estudante, passei a ser um estudante universitário. Estatisticamente falando, agora faço parte dos 20% da população brasileira que cursam um ensino superior. Para alguns, estou vivendo a melhor fase da minha vida. Fase esta que ainda é um mistério para mim, pois até agora só tive um dia de aula.

Faço Turismo na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) campus de Sorocaba, Tudo bem que logo no primeiro dia de aula já saí com dois livros para ler, uma prova de um dos livros marcado para 4 de julho; e um seminário sobre o outro livro para uma data ainda não marcada. Ainda não sei completamente como será a minha nova rotina, pois ainda estou em Ibiúna e por enquanto estou indo e vindo de Sorocaba todos os dia, mas não posso fazer isso por muito tempo, pois o curso é integral e não compensa sair de casa super cedo para voltar super tarde só para  poder jantar, tomar banho e dormir no meu lar, doce lar. Estou a procura de algum lugar lá, e felizmente já achei um. Confesso que ainda não estou muito preparado para ir morar “sozinho” (vou dividir um apartamento, mas, né…)… Mas é um mal necessário! Se muitos já conseguiram, por que eu não vou conseguir? Vamos à luta! 🙂

Por enquanto o que eu posso falar é que a minha turma é bem legal, que a universidade é grande e bonita e que estou curtindo muito essa ideia de ser um universitário! Mais para frente, quando estiver com uma rotina mais definida, venho aqui comentar sobre! 🙂

Simples, mas essencial...

E quem nunca se deparou com uma paisagem dessas? Vai dizer que isso não inspira? Que não motiva? São nessas coisas simples que está escondida o verdadeiro valor da vida.

Imagem  —  Posted: 03/17/2013 in Uncategorized
Etiquetas:

Escolhas

Posted: 03/17/2013 in Uncategorized
Etiquetas:,

Às vezes paro para pensar nas coisas que fiz e não fiz. Fiz certo? Deveria ter feito de outra forma? Não sei, só sei que já está feito e sei que não vai adiantar nada eu querer mudar. Mas sabe de uma coisa? Acho que a atitude que tomei ou que escolhi tomar naquela época foi uma atitude que eu achava certo, então por que contestar isso? O “eu” daquela época tomou a decisão na base da experiência vivida até aquele momento. Fui um besta? Devo ter sido. Dava para fazer diferente? Obviamente que sim. Mas o que importa é que já está feito. Confesso que me arrependo um pouco, mas não tem volta. Vamos focar no hoje e no amanhã, pois o passado, é passado! 🙂

“Vamos viver tudo o que há pra viver! Vamos nos permitir!”

Hipocrisia

Posted: 03/16/2013 in Uncategorized

Andei pensando ultimamente… como existe pessoas hipócritas nesse mundo, não?
É um que diz ser nosso amigo e quando viramos as costas, finge nem nos conhecer… ou senão é um que finge ser alguém só para impressionar… Sem mencionar aqueles que dizem uma coisa e fazem outra! Mas, enfim, ninguém é perfeito e não sou eu que vou determinar o que é certo e o que é errado. Isso é como ética, cada um tem um conceito diferente.

Eu comecei a perceber isso na fase em que comecei a me adaptar com certas coisas. Confesso que saber lidar com isso também foi uma fase de adaptação. Vejo pessoas ao me redor que parecem querer ser a única estrela a brilhar. É como se fosse um morcego que quer ser ativo durante o dia e não durante à noite. Ou uma ovelha negra que decide mudar de cor para verde neon.  Se bem que isso não é novidade, certo? Querer ser o centro das atenções talvez seja a coisa mais normal do mundo hoje em dia. Atenção é bom e a maioria gosta, assim como o respeito. Ser carismático é uma coisa, agora, forçar para ser carismático a qualquer custo… é forçar a amizade também.
Ninguém é perfeito. Eu também tenho meus defeitos. Mas quando os defeitos começam a transparecerem mais que as qualidades, é inevitável não reparar nisso.

ceu-pelado

Vendo minhas últimas postagens no meu antigo blog, achei uma crônica que fiz e que eu considero uma das minhas melhores. Não posso perdê-la, então resolvi repostar aqui. Espero que gostem.

 

A terra do céu carente

Não é de hoje que venho sonhando com o lugar onde passei grande parte da minha vida. Os sonhos são tão reais que quando acordo, demoro para perceber que tudo aquilo que eu vi foi apenas uma imagem produzida por meu cérebro. Enquanto sonho com aquele local, sinto um estranho conforto, uma segurança sem proteção e uma liberdade que não quero e nem preciso.

A maioria conhece este local por “terra do sol nascente”, mas eu prefiro dar outra definição: terra do céu carente. Não que o país desmereça a definição de sol nascente, pois realmente o dia começa bem mais cedo, mas o que me intrigava era o fato de eu ver a luz do sol raiar fortemente durante o dia todo e quando a noite chegava, não haver nada além de uma luz sendo suavemente emitida pela triste e solitária Lua. Dia ou outro apareciam algumas, senão uma ou duas tímidas estrelas. Para quem saiu do seu país natal no dia em que estava completando cinco anos e levando – para um lugar onde nem fazia ideia de onde ficasse – a lembrança de um céu com milhões de estrelas, ver um céu “pelado” era muito chocante. Foi o mesmo choque que recebi quando, alguns anos depois, descobri que o Papai Noel não existe.

5 anos se passaram desde que pisei na terra do céu carente pela primeira vez. Já não lembrava de nada do Brasil. A não ser daquele imenso e brilhante céu estrelado. Hoje percebo que meu lado brasileiro estava morto naquela época. Não entendia as piadas, não conseguia me expressar e mal sabia o porquê de eu ter nascido no Brasil. Também mal sabia eu que a resposta para essa pergunta estava por vir.

Meus pais parece que perceberam o conflito de identidade que eu estava tendo e resolveram me colocar num local onde havia uma comunidade de brasileiros para tentar ressuscitar o meu lado brasileiro. A princípio achei que nada iria mudar, mas logo me identifiquei com a maioria com quem eu convivia naquele local, e quando percebi, tinha um ciclo de amizade muito forte com todos.

A vida é uma caixinha de surpresa. Acho que posso dizer claramente isso, pois quando tudo estava indo tudo muito bem, quando eu finalmente criei uma identidade ali na terra do céu carente, recebi a notícia de que retornaria para a minha terra natal para ficar definitivamente. O dia da despedida é a lembrança mais forte e mais emocionante que tenho daquela terra onde o céu é desprovido de brilho, pois entre os adeuses e os votos de felicidades e boa sorte, lembranças de todos os momentos que tive com aquelas pessoas que ajudaram a criar essa minha atual identidade vieram à tona na minha mente, e, ao olhar para o céu, ao invés de ver aquele céu carente de sempre, pela primeira vez em 11 anos, ele estava totalmente preenchido por estrelas e a Lua finalmente parecia estar feliz, com sua luz dando a impressão de estar abraçando calorosamente as estrelas que enfim resolveram aparecer naquela noite.

ceu-estrelado

Citação  —  Posted: 03/14/2013 in Rotina
Etiquetas: